Command Conquer 4 – Um tiro no próprio pé

 

Quem estava acostumado com o maravilhoso CQ Generals, irá sofrer uma leve decepção. Pra começar, o Command Conquer 4 – Tiberian Twilight possui videos intercalando as missões .Os atores são péssimos e não traz veracidade alguma à história proposta. Sem querer difamar, mas parecem interpretações daqueles filmes pornôs de baixo investimento.

Voltando ao jogo, o CQ4 se passa num futuro distante. Há pouco dinamismo no jogo, os gráficos são piores que o Generals, e os desenvolvedores acreditavam que, quanto mais você ficar desesperado tentando sobreviver, mais você se divertirá.

Foi um tiro no próprio pé. O CQ Generals, além da veracidade com a realidade, traz opções e características específicas de cada exército. Você pode montar bases, geradores de energia, arquitetar seu território de defesa, etc. No CQ4 há máquinas futurísticas (num futuro visto lá de 1960), com robôs em péssimo gráfico e naves imaginadas por nossos avós.

Nele você fica restrito a dois exércitos, à conquista de geradores de energia e à escolha pré-determinada de sua “base raiz”: Você irá usar a opção Defensiva (soldados frágeis a tudo e a todos), a Ofensiva (máquinas bonitinhas, entretanto sem opções de evolução) e o Apoio (máquinas que consertam tudo).Você não pode ter duas ao mesmo tempo,então terá que descobrir o que ocorrerá no jogo e contar com a sorte, selecionando o item fundamental para a fase.

Vamos supor que você opte pela estratégia Ofensiva e complete a fase. Parabéns, mas ela não termina ainda. Uma nova missão surge, você não tem opção de evoluir, então é obrigado a destruir sua base e começar com a estratégia Defensiva. O inimigo evoluiu, mas você não pode crescer.

É uma luta de sobrevivência que cansa mais do que diverte.

O CQ4 foi um tiro no próprio pé, aliás, foi um tiro a laser no próprio pé.