A Culpa é do Super-Homem

Atrás de uma razão para identificar a violência em que a humanidade gera contra ela e contra tudo que a cerca, resolvi excluir qualquer conceito histórico, social ou psicotraumático da espécie humana.

Poderíamos justificar a violência pelos preconceitos, pelas insatisfações, pelos desejos reprimidos, pela necessidade de agrupamento social e milhares de outros etecéteras, achando inúmeros culpados pela agressividade presente (e constante) na história do Ser Humano.

Entretanto, existe um culpado que está fora de nossa razão coletiva. Um vilão que, acredito eu, é a raiz para todas as demais justificativas.

Dentro de um desenho relativo, em que  tudo neste planeta tem um igual e oposto e,  com o conceito de que a imagem gera a realidade, a violência é culpa do Herói. Ou melhor, a violência existe pelo pensamento gerado por um herói.

Vou colocar um exemplo básico para demonstrar.  Quando um jovem assiste ao filme do Super-Man, ele se projeta no protagonista. Ele quer ser o Super-Homem. Qual a razão do protagonista existir?  Ter maldades no mundo e um antagonista para ser combatido.

A partir deste momento, a projeção do jovem em ser um herói depende de seu oposto.

O filme termina e a projeção continua na vida real.

O garotão que assistiu ao filme quer ser poderoso, com super poderes, amado e aclamado. Então o cérebro cria histórias e gera imagens em que há o caos absoluto, fazendo necessária a intervenção mágica do super-herói (neste caso, dele mesmo).

Na vida real há um regulador, pois o espectador não poderá voar, então a imagem mental oposta gerada pelo espectador também possuirá um limite, deixando assim de ser mágica, mas sendo um vilão compatível com a capacidade existencial do jovem.

Acima me referi a “jovem”  pois me centrei no exemplo do Super-Man. Posso afirmar que o tempo todo o cérebro cria imagens positivas e negativas, independente da idade, do sexo ou dos conhecimentos adquiridos.

Se vermos um filme de policial, por exemplo, projetamo-nos no cara bonzinho acabando com a violência. O que a mente faz? Incorpora atitudes do herói. Para que estas atitudes existam e possam ser colocadas em prática, o que acontece?  A mente gera imagem do oposto, da violência, ligando-a ao heroísmo e aos aplausos frente à solução (satisfação imediata).

A mesma coisa ocorre em novelas, a moça amada e linda tem seu oposto. Como ela será amada? Conflituando com seu contrário.  Estas colocações são bem superficiais, pois dei exemplos pequenos e sem profundidade. Também coloquei apenas a televisão como exemplo.

Um adendo: Se o herói for um bandidão, assassino ou etc. Não deixou de ser herói, ok? Herói é a projeção do que o espectador quer ser, independente das qualidades de julgo social.

Agora imagine todas as funções do cérebro se identificando com coisas que considera atrativas (tudo que o cerca) e criando o oposto para manter a sensação de satisfação imediata, do prazer ilimitado pelo egocentrismo? Tendo controle total sobre isso, sobressaímos à necessidade de existir neste planeta.

Posso apenas apontar, de uma forma resumida e tola, que a culpa por todas as maldades que existem é do Herói.

Maldito bem dito Super-Homem!!!